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2/2/1fáceis/médias/difíceis
Ensino Médio · 2º anonível
FilosofiaÉtica e Moral
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Questão 1Fácil
Para Aristóteles, a virtude ética (como a coragem ou a generosidade) consiste em um equilíbrio entre dois extremos viciosos, um por excesso e outro por falta. Por exemplo, a coragem seria o meio-termo entre a covardia (falta) e a temeridade (excesso). Esse princípio ficou conhecido como doutrina:
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Gabarito: C) Do justo meio (ou meio-termo)
A doutrina do justo meio (mesótes) é central na Ética a Nicômaco de Aristóteles: a virtude é uma disposição de caráter situada entre um vício por excesso e um vício por falta, ponto de equilíbrio que não é fixo, dependendo das circunstâncias e da pessoa. As demais alternativas referem-se a conceitos de outros filósofos (Kant, Rousseau, Rawls e Nietzsche, respectivamente).
Questão 2Fácil
Dentro da filosofia, a ética é frequentemente definida como o campo de reflexão que investiga, de modo crítico e racional, os fundamentos e as justificativas dos valores morais e das ações consideradas boas ou más — diferente da moral, entendida como o conjunto concreto de costumes, normas e valores efetivamente vividos por um grupo social. Com base nessa distinção, é correto afirmar que:
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Gabarito: C) A ética reflete criticamente sobre os códigos morais, podendo questioná-los; a moral é o conjunto de costumes já estabelecidos
Embora os termos por vezes se sobreponham no uso cotidiano, na tradição filosófica a moral costuma designar os costumes e normas efetivamente praticados por um grupo, enquanto a ética é a reflexão filosófica sobre esses costumes, seus fundamentos e sua validade — podendo, inclusive, criticá-los. As demais alternativas contêm afirmações incorretas ou invertidas sobre essa distinção.
Questão 3Médio
Immanuel Kant defendia que uma ação só tem valor moral genuíno quando praticada por dever, seguindo um princípio que possa ser universalizado, e não apenas por inclinação pessoal, medo de punição ou busca de vantagem. O princípio racional que, segundo Kant, deve guiar toda ação moral, sem depender de fins particulares, é chamado de:
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Gabarito: B) Imperativo categórico
O imperativo categórico kantiano ordena agir apenas segundo máximas que se possa querer que se tornem lei universal, independentemente de consequências ou interesses pessoais — por isso é 'categórico' (incondicional), diferente de um imperativo hipotético, que depende de um objetivo específico. As demais alternativas são conceitos de outros filósofos ou correntes éticas.
O utilitarismo, corrente desenvolvida por filósofos como Jeremy Bentham e John Stuart Mill, avalia a moralidade de uma ação principalmente por suas consequências, propondo que a ação correta é aquela que produz o maior benefício (ou felicidade) para o maior número de pessoas possível. Essa corrente se diferencia da ética kantiana principalmente porque:
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Gabarito: B) O utilitarismo julga as ações por suas consequências; Kant julga pelo dever que as orienta, independentemente do resultado
O utilitarismo é uma ética consequencialista: o que importa para julgar uma ação é o resultado que ela produz (maximizar o bem-estar geral). Já a ética kantiana é deontológica: o que importa é se a ação segue um dever/princípio universalizável, independentemente das consequências. Essa é a diferença estrutural central entre as duas correntes, e não uma questão de vocabulário.
Questão 5Difícil
Imagine o seguinte dilema: um médico tem cinco pacientes que precisam urgentemente de transplantes de órgãos diferentes e vão morrer sem eles, e um paciente saudável, fazendo exames de rotina, cujos órgãos são compatíveis com os cinco. Um raciocínio estritamente utilitarista clássico, focado apenas na maximização do bem-estar agregado, tenderia a justificar sacrificar o paciente saudável para salvar os cinco. Um kantiano rejeitaria essa conclusão principalmente porque, para Kant:
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Gabarito: A) As pessoas devem ser tratadas sempre como fins em si mesmas, nunca como meios
Uma das formulações do imperativo categórico kantiano exige tratar a humanidade, seja na própria pessoa, seja na de qualquer outro, sempre também como fim, e nunca meramente como meio. Sacrificar o paciente saudável para usar seus órgãos o trataria puramente como meio para o bem-estar de outros, o que Kant considera moralmente inaceitável, mesmo que o resultado agregado pareça mais favorável do ponto de vista utilitarista. O dilema ilustra bem a diferença prática entre consequencialismo e deontologia.