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Ensino Médio · 3º anonível
FilosofiaFilosofia Contemporânea
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Questão 1Fácil
Karl Marx, no século XIX, desenvolveu uma teoria segundo a qual a estrutura econômica de uma sociedade (as relações de produção e a forma como os bens são produzidos e distribuídos) determina, em grande medida, as demais dimensões da vida social, como as instituições políticas, o direito e as ideias predominantes. Além disso, Marx via a história como movida pelo conflito entre classes sociais com interesses opostos. Essa concepção é conhecida como:
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Gabarito: B) Materialismo histórico
O materialismo histórico é a teoria marxista segundo a qual as condições materiais e econômicas de produção são a base que condiciona a organização social, política e ideológica de uma época, sendo a luta de classes o motor das transformações históricas. As demais alternativas correspondem a correntes filosóficas distintas, de outros autores e pressupostos.
Questão 2Fácil
Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, criticou duramente o que chamou de 'moral de rebanho' ou 'moral do ressentimento', associada sobretudo à tradição cristã, por considerá-la uma moral que exalta a fraqueza e a renúncia à vida, em oposição aos valores que ele considerava afirmativos da existência, como a força criadora e a autossuperação. Esse impulso vital de autoafirmação e superação constante, central em sua filosofia, é chamado por Nietzsche de:
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Gabarito: B) Vontade de potência
A 'vontade de potência' é o conceito nietzschiano para o impulso fundamental de autoafirmação, crescimento e superação de si mesmo, que Nietzsche via como característica essencial da vida. Vontade geral é conceito de Rousseau, imperativo categórico é de Kant, e as demais alternativas remetem a outros autores (Hegel e Marx).
Questão 3Médio
Filósofos da chamada Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Max Horkheimer, desenvolveram no século XX uma crítica aos produtos culturais de massa (cinema, rádio, música popular etc.) produzidos e distribuídos segundo uma lógica industrial, padronizada e voltada ao consumo. Para esses autores, esse fenômeno tende a homogeneizar o gosto do público e a enfraquecer o pensamento crítico, funcionando como um instrumento de conformação social. Esse conceito ficou conhecido como:
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Gabarito: A) Indústria cultural
O conceito de 'indústria cultural', formulado por Adorno e Horkheimer, descreve a produção padronizada e mercantilizada de bens culturais que, segundo os autores, tende a substituir a reflexão crítica por entretenimento passivo e conformista. Os demais termos pertencem a outros autores e contextos (Nietzsche, uma leitura específica do marxismo, Foucault e, no caso de simulacro, outros autores contemporâneos).
Jean-Paul Sartre, um dos principais representantes do existencialismo do século XX, defendia que, ao contrário de um objeto fabricado (como uma faca, cuja função é definida antes de ser produzida), o ser humano primeiro existe, se lança no mundo, e só depois, por meio de suas escolhas livres, vai definindo quem é. Essa ideia é resumida na fórmula sartriana:
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Gabarito: C) 'A existência precede a essência'
Para Sartre, diferentemente de objetos que têm uma essência (função/definição) determinada antes de existirem, o ser humano simplesmente existe primeiro, sem uma natureza pré-definida, e vai construindo sua própria essência através de suas escolhas e ações livres ao longo da vida — daí 'a existência precede a essência'. As demais frases remetem a outros contextos filosóficos (Protágoras, Nietzsche e Parmênides).
Questão 5Difícil
Michel Foucault, em obras como 'Vigiar e Punir', analisou como, a partir dos séculos XVIII e XIX, surgiram novas formas de exercício do poder nas sociedades ocidentais, menos baseadas no castigo físico espetacular e mais centradas em instituições (prisões, escolas, hospitais, quartéis) que vigiam, normalizam e disciplinam os corpos e comportamentos dos indivíduos de modo contínuo e minucioso. A esse tipo de poder, difuso e capilar, que atua produzindo indivíduos 'dóceis' e normalizados, Foucault deu o nome de:
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Gabarito: B) Poder disciplinar
O 'poder disciplinar' analisado por Foucault não se concentra apenas em um soberano que pune espetacularmente, mas se distribui por instituições que vigiam, avaliam e normalizam continuamente os indivíduos, moldando comportamentos considerados desejáveis. Essa concepção de poder difuso e produtivo difere das noções de contrato social ou vontade geral, associadas a Hobbes e Rousseau, ou do conceito marxista de alienação.