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2/2/1fáceis/médias/difíceis
Ensino Médio · 2º anonível
FilosofiaFilosofia Moderna
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Questão 1Fácil
René Descartes, no início do século XVII, propôs duvidar metodicamente de tudo o que pudesse ser posto em questão, a fim de encontrar uma base absolutamente certa para o conhecimento. Ao final desse processo, ele concluiu que havia algo de que não podia duvidar: o próprio ato de duvidar/pensar prova que existe um sujeito pensante. Essa conclusão ficou resumida na expressão:
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Gabarito: B) 'Penso, logo existo'
'Penso, logo existo' (cogito, ergo sum) é a conclusão da dúvida metódica cartesiana: mesmo duvidando de tudo, o próprio ato de duvidar/pensar comprova a existência de quem pensa. As demais frases estão associadas a outros contextos da filosofia grega (o oráculo de Delfos, Protágoras e a tradição socrática), não a Descartes.
Questão 2Fácil
Durante a Idade Moderna, duas grandes correntes discutiam qual é a origem do conhecimento humano. Uma delas defendia que o conhecimento verdadeiro vem principalmente da razão e de raciocínios lógicos, tendo Descartes como um de seus principais representantes. A outra defendia que todo conhecimento deriva fundamentalmente da experiência sensível, sendo a mente, ao nascer, como uma tábula rasa. Essas duas correntes são conhecidas, respectivamente, como:
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Gabarito: B) Racionalismo e empirismo
O racionalismo (Descartes, Espinosa, Leibniz) valoriza a razão como fonte principal do conhecimento verdadeiro; o empirismo (Locke, Hume) defende que todo conhecimento parte da experiência sensível. As demais duplas de termos referem-se a outros debates filosóficos, de outros períodos ou com outro objeto de discussão.
Questão 3Médio
Na obra 'Leviatã', Thomas Hobbes descreve o chamado 'estado de natureza', uma condição hipotética anterior à formação da sociedade civil, na qual não existiria nenhum poder comum para impor regras. Segundo Hobbes, nessa condição a vida humana seria marcada por:
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Gabarito: B) Uma guerra de todos contra todos, movida pelo medo e pela busca de autopreservação
Para Hobbes, sem um poder soberano que imponha ordem, o estado de natureza seria uma condição de guerra generalizada, em que cada indivíduo, buscando se preservar, torna-se uma ameaça aos demais — daí a necessidade de um contrato social que institua um poder capaz de garantir a paz. Essa visão contrasta com concepções mais otimistas do estado de natureza, como a de Rousseau.
John Locke, um dos principais empiristas ingleses, criticou a ideia de que existiriam conhecimentos ou princípios morais inatos na mente humana. Para ele, ao nascer, a mente é como uma folha em branco (tabula rasa), e todo o conteúdo do conhecimento é formado a partir de:
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Gabarito: C) A experiência sensível e a reflexão sobre essa experiência
Para Locke, todo conhecimento humano se origina da experiência: primeiro pela sensação (dados captados pelos sentidos) e depois pela reflexão (a mente operando sobre esses dados). Essa posição se opõe diretamente à tese racionalista de ideias inatas, defendida por filósofos como Descartes.
Questão 5Difícil
Tanto Thomas Hobbes quanto Jean-Jacques Rousseau recorrem à ideia de um contrato social para explicar a origem legítima do poder político, mas partem de avaliações muito diferentes sobre o estado de natureza e chegam a conclusões distintas sobre o pacto ideal. Uma diferença central entre os dois é que:
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Gabarito: C) Hobbes justificava a entrega quase total da liberdade a um soberano; Rousseau buscava um pacto em que os indivíduos permanecessem livres sob a vontade geral
Hobbes parte de um estado de natureza violento para justificar a entrega quase total da liberdade individual a um soberano capaz de garantir a paz. Rousseau, embora também recorra a um contrato, busca uma forma de associação em que cada indivíduo, ao obedecer à vontade geral, continue livre, pois essa vontade geral expressa o interesse comum do qual todos participam como autores. As demais alternativas invertem ou distorcem essas posições.