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2/2/1fáceis/médias/difíceis
Ensino Médio · 1º anonível
GeografiaClimatologia e Geomorfologia
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Questão 1Fácil
Comparando duas cidades litorâneas situadas ao nível do mar, uma localizada próxima à linha do Equador e outra próxima ao Círculo Polar Ártico, qual fator climático explica a diferença mais marcante entre as temperaturas médias anuais dessas duas localidades?
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Gabarito: C) Latitude, que determina o ângulo de incidência dos raios solares e, consequentemente, a quantidade de energia recebida pela superfície.
A latitude determina o ângulo com que os raios solares incidem sobre a superfície terrestre: próximo ao Equador, os raios chegam de forma mais perpendicular e concentrada, aquecendo mais a superfície; próximo aos polos, chegam mais inclinados, distribuindo a mesma energia sobre uma área maior e resultando em temperaturas mais baixas. Como ambas as cidades são litorâneas e ao nível do mar, altitude e continentalidade não explicam a diferença nesse caso.
Questão 2Fácil
A previsão para amanhã indica possibilidade de chuva forte e queda de temperatura em uma cidade do Sul do Brasil. Essa informação, referente a um curto período e a um local específico, diz respeito a qual conceito da Climatologia?
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Gabarito: B) Tempo (ou tempo atmosférico), referente ao estado da atmosfera em um momento e local específicos.
Tempo (ou tempo atmosférico) refere-se ao estado da atmosfera em um momento específico e em um local determinado, podendo variar de um dia para o outro. Já o clima é o padrão médio de comportamento da atmosfera em uma região ao longo de um período longo, geralmente décadas. Como a informação descrita se refere a um único dia e a uma cidade específica, trata-se de uma previsão do tempo, não do clima.
Questão 3Médio
Em regiões de clima quente e úmido, como partes do território brasileiro, o intemperismo predominante é o químico, responsável pela decomposição das rochas por meio de reações como hidrólise e oxidação, formando solos profundos. Já em regiões de clima frio, com grande variação de temperatura entre dia e noite e pouca disponibilidade de água líquida, predomina o intemperismo:
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Gabarito: C) Físico (ou mecânico), causado pela variação térmica e pelo congelamento da água nas rochas.
O intemperismo físico (ou mecânico) fragmenta as rochas sem alterar sua composição química, sendo favorecido por grandes amplitudes térmicas diárias e, em climas frios, pelo congelamento da água nas fraturas das rochas, que se expande e as rompe. Já o intemperismo químico, predominante em climas quentes e úmidos, depende de água abundante e altas temperaturas para acelerar reações como hidrólise e oxidação — por isso não é o predominante em climas frios com pouca água disponível.
Durante o verão, grande parte da Região Sudeste do Brasil recebe a atuação de uma massa de ar quente e úmida, formada sobre a Floresta Amazônica, que se desloca para o Centro-Oeste e o Sudeste do país trazendo chuvas frequentes. Essa massa de ar é conhecida como:
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Gabarito: C) Massa Equatorial Continental (mEc)
A Massa Equatorial Continental (mEc) se forma sobre a Amazônia, sendo quente e muito úmida devido à intensa evapotranspiração da floresta; ao avançar para o Sudeste no verão, provoca chuvas frequentes nessa região. A Massa Tropical Continental (mTc), por outro lado, é quente e seca, associada a estiagens; a mPa é fria e vem do sul, e as massas 'Atlântica' se formam sobre o oceano, não sobre a floresta.
Questão 5Difícil
Uma cadeia de montanhas está situada próxima ao litoral, orientada paralelamente à costa. Ventos úmidos sopram do oceano em direção ao continente e são forçados a subir a encosta voltada para o mar. Ao longo dessa ascensão, o ar se resfria, o vapor de água se condensa e ocorrem chuvas volumosas nessa vertente. Ao ultrapassar o topo da serra e descer pela encosta oposta, voltada para o interior, o ar já perdeu grande parte de sua umidade e se aquece por compressão, resultando em um clima muito mais seco nessa vertente interior. Esse fenômeno, que explica a formação de áreas secas 'à sombra' de cadeias montanhosas, é denominado:
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Gabarito: B) Efeito orográfico
No efeito orográfico, o ar úmido é forçado a subir ao encontrar uma barreira de relevo, resfriando-se e condensando seu vapor d'água, o que gera chuvas na vertente voltada para a fonte de umidade (barlavento). Ao descer pela vertente oposta (sotavento), o ar já perdeu boa parte da umidade e se aquece por compressão adiabática, criando uma área seca conhecida como 'sombra de chuva'. Inversão térmica e efeito Coriolis são fenômenos atmosféricos distintos, e continentalidade se refere ao afastamento do mar, não à barreira de relevo descrita. Esse fenômeno também é chamado de chuva orográfica.