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2/2/1fáceis/médias/difíceis
Ensino Médio · 2º anonível
LiteraturaArcadismo e Romantismo
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Questão 1Fácil
O Arcadismo, movimento literário do século XVIII, valorizava a vida simples e a natureza em oposição à artificialidade da vida na corte, além do uso de pseudônimos pastoris pelos poetas. O cenário idealizado de natureza, ameno e harmonioso, recorrente na poesia bucólica árcade, é conhecido pela expressão latina:
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Gabarito: B) Locus amoenus
'Locus amoenus' (lugar aprazível) designa o cenário idealizado de natureza — ameno, harmonioso, geralmente associado a sombra, água corrente e vegetação — que caracteriza a poesia bucólica árcade, contraposto à artificialidade da vida na corte. 'Carpe diem' (aproveite o dia) é outro lema caro ao Arcadismo, mas refere-se ao aproveitamento do momento presente, não ao cenário natural idealizado. As demais expressões pertencem a outros contextos filosóficos e não descrevem esse ideal árcade.
Questão 2Fácil
Tomás Antônio Gonzaga, poeta árcade envolvido na Inconfidência Mineira, é autor de Marília de Dirceu, obra em que o eu lírico, sob o pseudônimo pastoril de Dirceu, dedica seus versos de amor a uma pastora chamada:
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Gabarito: B) Marília
Em Marília de Dirceu, o eu lírico Dirceu (pseudônimo árcade de Tomás Antônio Gonzaga) dirige seus poemas de amor a Marília, nome pastoril que dá título à obra. Iracema é personagem do Romantismo indianista de José de Alencar; Lindoia é personagem de O Uraguai, de Basílio da Gama; e Capitu é personagem de Machado de Assis, já no Realismo — nenhuma delas é a destinatária dos poemas de Gonzaga.
Questão 3Médio
A poesia romântica brasileira costuma ser dividida em três gerações. A primeira é marcada pelo nacionalismo e pelo indianismo; a segunda, por um pessimismo exacerbado, o egocentrismo e o culto à morte, sob influência do poeta inglês Lord Byron; a terceira volta-se para temas sociais, como a crítica à escravidão. Essas três gerações são conhecidas, respectivamente, como:
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Gabarito: B) Nacionalista/indianista, mal-do-século (ou byroniana) e condoreira
A primeira geração romântica é chamada nacionalista ou indianista (exaltação da natureza e do índio como símbolo nacional); a segunda é chamada mal-do-século ou byroniana, marcada pelo pessimismo e pelo culto à morte, sob influência de Byron; a terceira é chamada condoreira ou social, com poesia engajada em causas como o abolicionismo. As demais alternativas misturam movimentos de períodos diferentes, que não correspondem a essas três gerações românticas.
José de Alencar, um dos principais prosadores do Romantismo brasileiro, é autor de romances indianistas que buscavam construir uma identidade nacional a partir da figura do indígena idealizado. Qual das obras a seguir é um romance indianista de José de Alencar?
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Gabarito: C) Iracema
Iracema (1865), de José de Alencar, é um romance indianista que narra, em linguagem poética, o encontro entre a índia Iracema e o colonizador português Martim, funcionando como alegoria da formação do povo brasileiro. O Cortiço é romance naturalista de Aluísio Azevedo; Memórias Póstumas de Brás Cubas é realista, de Machado de Assis; Vidas Secas é modernista, de Graciliano Ramos; e Os Sertões é pré-modernista, de Euclides da Cunha — nenhuma delas é romance indianista de Alencar.
Questão 5Difícil
Castro Alves, principal nome da terceira geração do Romantismo brasileiro, tornou-se conhecido como 'poeta dos escravos' por sua poesia de forte engajamento social, em tom grandiloquente característico da chamada poesia condoreira. Em sua obra, o poema que denuncia as condições desumanas do transporte de africanos escravizados em navios é:
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Gabarito: B) O Navio Negreiro
'O Navio Negreiro' é um dos poemas mais conhecidos de Castro Alves, que descreve de forma dramática a travessia de africanos escravizados em navios rumo ao Brasil, sendo um marco da poesia abolicionista da terceira geração romântica. 'Canção do Exílio' e 'I-Juca Pirama' são poemas de Gonçalves Dias, da primeira geração romântica; 'Marília de Dirceu' é obra árcade de Tomás Antônio Gonzaga; e Iracema é romance em prosa de José de Alencar — nenhuma dessas é o poema de Castro Alves sobre os navios negreiros.