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Literatura

Questões de Literatura Contemporânea e Pós-Modernismo

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LiteraturaLiteratura Contemporânea e Pós-Modernismo
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Questão 1Fácil

A crítica literária costuma associar a produção pós-moderna, a partir de meados do século XX, a determinadas características formais e temáticas que a distinguem de projetos estéticos anteriores mais centrados em uma narrativa totalizante e coerente. Entre essas características frequentemente apontadas na literatura contemporânea, destaca-se:

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Gabarito: B) A fragmentação narrativa, a metaficção e o questionamento das grandes narrativas totalizantes

A produção literária associada ao pós-modernismo costuma ser caracterizada pela fragmentação da narrativa, pelo uso da metaficção (obras que refletem sobre sua própria condição de ficção) e por um ceticismo em relação a narrativas totalizantes ou explicações únicas da realidade — o que o filósofo Jean-François Lyotard chamou de descrença nas 'grandes narrativas'. As demais alternativas descrevem exigências rígidas incompatíveis com a pluralidade formal típica dessa produção.

Questão 2Fácil

Rubem Fonseca é um dos autores brasileiros contemporâneos mais associados a uma prosa marcada pela linguagem direta, crua, e por temáticas ligadas à violência urbana, ao crime e às contradições da vida nas grandes cidades. Essa vertente de sua obra costuma ser relacionada, na crítica literária, a um tipo de narrativa que retrata:

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Gabarito: C) O ambiente urbano contemporâneo, com suas tensões sociais, criminalidade e violência

A ficção de Rubem Fonseca é amplamente reconhecida por retratar, de forma direta e muitas vezes chocante, o ambiente urbano contemporâneo, com suas desigualdades sociais, violência e criminalidade, sendo um dos nomes centrais dessa vertente na literatura brasileira contemporânea. As demais alternativas descrevem ambientações e temáticas de outros períodos literários, incompatíveis com a proposta de sua obra.

Questão 3Médio

Na década de 1950, um grupo de poetas brasileiros — formado por Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos — lançou as bases de um movimento poético que buscava romper com a estrutura discursiva tradicional do verso, valorizando a disposição espacial das palavras na página e a dimensão visual do poema. Esse movimento é conhecido como:

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Gabarito: A) Concretismo

O Concretismo, lançado no Brasil na década de 1950 pelo chamado Grupo Noigandres (Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos), propõe uma poesia que explora o espaço gráfico da página, a disposição visual das palavras e a redução da sintaxe discursiva tradicional, aproximando poesia e artes visuais. As demais alternativas referem-se a manifestações literárias de outras épocas, com características distintas.

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Questão 4Médio

Clarice Lispector, autora de romances como Perto do Coração Selvagem (1943) e A Hora da Estrela (1977), costuma ser situada pela crítica na terceira fase do Modernismo brasileiro, mas sua prosa introspectiva, centrada na investigação da subjetividade e da linguagem, é frequentemente apontada como referência para tendências que se desenvolvem na literatura brasileira contemporânea. Um traço estilístico amplamente associado à prosa de Clarice Lispector é:

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Gabarito: B) A introspecção psicológica intensa, voltada aos fluxos internos de consciência

A prosa de Clarice Lispector é amplamente reconhecida pela introspecção psicológica e pela exploração dos fluxos internos de consciência das personagens, com uma linguagem que investiga sensações, epifanias e a experiência subjetiva, frequentemente em detrimento de tramas de ação linear — traço que influenciou gerações posteriores de escritores brasileiros. As demais alternativas descrevem características de outros gêneros ou períodos, incompatíveis com sua obra.

Questão 5Difícil

A teórica canadense Linda Hutcheon cunhou a expressão 'metaficção historiográfica' para descrever um tipo de narrativa, comum na literatura pós-moderna, que se apropria de eventos e figuras históricas ao mesmo tempo em que problematiza, de forma autoconsciente, os próprios processos de construção e narração da história. Essa noção sugere que, na perspectiva pós-moderna, a escrita da história:

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Gabarito: B) Também pode ser entendida como uma forma de narrativa, sujeita a escolhas e interpretações

A metaficção historiográfica, conforme descrita por Linda Hutcheon, parte da ideia de que tanto a história quanto a ficção são formas de narrativa e, portanto, envolvem seleção, interpretação e construção discursiva — sem que isso negue a existência dos fatos históricos, mas problematizando a pretensão de neutralidade absoluta na sua narração. As demais alternativas distorcem ou trivializam esse conceito teórico.

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