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2/2/1fáceis/médias/difíceis
Ensino Médio · 1º anonível
LiteraturaTrovadorismo, Classicismo e Barroco
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Questão 1Fácil
O Trovadorismo foi o primeiro movimento literário em língua portuguesa, desenvolvido na Península Ibérica entre o final do século XII e o início do século XV (1189-1418). Nesse período floresceram tanto cantigas líricas quanto cantigas satíricas. Qual das alternativas indica corretamente os dois tipos de cantiga lírica trovadoresca?
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Gabarito: A) Cantiga de amor e cantiga de amigo
As cantigas líricas trovadorescas dividem-se em cantigas de amor (eu lírico masculino que sofre de amor por uma dama) e cantigas de amigo (eu lírico feminino que lamenta a ausência do amado). Já as cantigas satíricas dividem-se em cantigas de escárnio (crítica indireta, com ironia e trocadilhos) e cantigas de maldizer (crítica direta, sem disfarces). Cantiga de gesta é um gênero narrativo de outras tradições medievais europeias, não uma cantiga lírica ou satírica trovadoresca, o que torna as demais alternativas incorretas.
Questão 2Fácil
O Classicismo em Portugal tem como principal representante Luís de Camões, autor de Os Lusíadas, publicado em 1572. Essa obra é um poema épico que toma como fio condutor a viagem marítima de qual navegador português?
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Gabarito: C) Vasco da Gama
Os Lusíadas narra a viagem de Vasco da Gama, que chegou à Índia contornando a África, usando essa travessia como eixo narrativo para celebrar a história e os feitos do povo português. Os demais navegadores citados tiveram papel relevante na expansão marítima portuguesa, mas nenhum deles é o fio condutor da narrativa camoniana.
Questão 3Médio
A literatura barroca é marcada pelo conflito entre fé e razão, entre espírito e matéria, e costuma ser descrita a partir de dois estilos que podem aparecer combinados em um mesmo texto: um privilegia o jogo de palavras, com metáforas rebuscadas e vocabulário elaborado; o outro privilegia o jogo de ideias, com raciocínios lógicos engenhosos. Esses dois estilos são chamados, respectivamente, de:
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Gabarito: B) Cultismo e Conceptismo
O cultismo (ou gongorismo, em referência ao poeta espanhol Góngora) privilegia o rebuscamento formal e as metáforas complexas; o conceptismo (associado a Quevedo) privilegia o jogo lógico de ideias e a argumentação engenhosa. Os dois estilos convivem na literatura barroca, muitas vezes no mesmo autor, e não devem ser confundidos com movimentos de outras épocas, como o Classicismo, o Arcadismo ou o Simbolismo, citados nas demais alternativas.
Gregório de Matos, poeta baiano do século XVII conhecido pela alcunha de 'Boca do Inferno', é um dos principais nomes do Barroco no Brasil. Sua poesia é marcada pela diversidade temática, contemplando ao mesmo tempo:
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Gabarito: C) Poesia sacra/religiosa, lírica/amorosa, satírica e de tom filosófico
A obra de Gregório de Matos é reconhecida pela multiplicidade de registros: poemas religiosos que expressam angústia espiritual, poemas líricos/amorosos, poemas satíricos que criticam costumes e autoridades da Bahia colonial, e poemas de reflexão filosófica sobre a fugacidade da vida — características da tensão barroca entre o espiritual e o material. Reduzir sua obra a um único registro, como fazem as demais alternativas, não corresponde à sua produção, notoriamente heterogênea.
Questão 5Difícil
Padre Antônio Vieira, importante prosador barroco luso-brasileiro do século XVII, ficou célebre por seus sermões, textos de caráter religioso que também abordavam questões políticas e sociais de seu tempo, como a defesa dos indígenas contra a escravização. Do ponto de vista da forma, os sermões de Vieira são reconhecidos, sobretudo, por:
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Gabarito: B) Empregarem o conceptismo, com argumentação lógica elaborada e domínio da retórica
A prosa de Vieira é um exemplo maior do conceptismo barroco: seus sermões constroem argumentações extremamente elaboradas, cheias de analogias e recursos retóricos, a serviço de finalidades religiosas, morais e políticas. Não são escritos em verso, não são majoritariamente em latim (foram escritos e pregados em português, ainda que com erudição clássica), tampouco dispensam referências bíblicas — pelo contrário, são fonte constante de argumentos — nem se organizam como diálogos teatrais.