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5abertas aqui
2/2/1fáceis/médias/difíceis
Vestibular / ENEMnível
PortuguêsInterpretação de Texto
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Questão 1Fácil
Nas grandes cidades brasileiras, o tempo médio gasto no trajeto entre casa e trabalho ultrapassa, em muitos casos, duas horas diárias. Esse cenário não decorre apenas do volume de veículos nas ruas, mas também da forma como as cidades foram planejadas ao longo do século XX, privilegiando a expansão horizontal e o uso do automóvel individual em detrimento do transporte coletivo e de modos ativos de deslocamento, como a bicicleta e a caminhada. Reverter esse quadro exige mais do que construir novas avenidas: demanda repensar a distribuição de moradias, empregos e serviços dentro do espaço urbano.
Com base no texto, a melhoria da mobilidade urbana depende, principalmente, de:
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Gabarito: B) reorganização do planejamento urbano como um todo, e não apenas da infraestrutura viária
O texto afirma explicitamente que 'reverter esse quadro exige mais do que construir novas avenidas' e que é preciso 'repensar a distribuição de moradias, empregos e serviços', ou seja, defende uma mudança no planejamento urbano como um todo. As alternativas A e D contrariam o texto, que relativiza a simples ampliação de vias, e C e E propõem medidas que o texto sequer menciona.
Questão 2Fácil
A leitura de textos longos em telas costuma ser mais superficial do que a leitura em papel, segundo diversos estudos sobre compreensão leitora. Isso não significa que ler em dispositivos digitais seja necessariamente prejudicial, mas sim que a forma como interagimos com a tela — pulando trechos, saltando entre abas, sendo interrompidos por notificações — tende a fragmentar a atenção. Ainda assim, é possível treinar a leitura atenta também em meio digital, desde que se criem condições, como desativar notificações e reservar blocos de tempo dedicados exclusivamente à leitura.
De acordo com o texto, a superficialidade frequentemente associada à leitura em telas relaciona-se sobretudo:
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Gabarito: C) à forma como o leitor interage com o ambiente digital, e não ao suporte em si
O texto atribui a superficialidade não ao suporte digital em si, mas 'à forma como interagimos com a tela' (pular trechos, alternar abas, notificações), deixando claro que se trata de um padrão de comportamento, e não de uma limitação intrínseca da tela. Isso é reforçado no final, quando o texto afirma ser possível treinar a leitura atenta em meio digital, o que descarta as alternativas A e D.
Questão 3Médio
A automação de tarefas repetitivas em diversos setores tem gerado, ao mesmo tempo, ganhos de produtividade e receios quanto ao futuro de determinadas profissões. Historicamente, porém, mudanças tecnológicas de grande escala — como a mecanização da agricultura ou a informatização dos escritórios — não eliminaram o trabalho humano de forma definitiva, mas o deslocaram para novas funções, muitas vezes ainda inexistentes no momento em que a tecnologia foi introduzida. Isso não torna o processo indolor: para os trabalhadores diretamente afetados, a transição pode significar anos de instabilidade e necessidade de requalificação, mesmo que, no conjunto da economia, novos postos venham a surgir.
O texto relativiza a ideia de que a automação 'elimina empregos' ao argumentar que, historicamente, mudanças tecnológicas de grande escala:
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Gabarito: B) deslocaram o trabalho humano para novas funções, com impactos individuais
O texto explica que mudanças tecnológicas anteriores 'não eliminaram o trabalho humano de forma definitiva, mas o deslocaram para novas funções', ao mesmo tempo em que reconhece que 'a transição pode significar anos de instabilidade' para quem é diretamente afetado — por isso a alternativa B capta tanto o deslocamento quanto o custo individual mencionados no texto. A alternativa A contradiz essa ressalva explícita sobre o sofrimento individual do processo.
Comprar menos e escolher melhor tornou-se um lema repetido por quem defende o chamado consumo consciente. A proposta não é deixar de consumir, o que seria inviável em uma sociedade organizada em torno da troca de bens e serviços, mas sim avaliar com mais cuidado a real necessidade de cada compra e o impacto ambiental e social de sua produção. Para os críticos dessa ideia, porém, colocar o peso da mudança exclusivamente sobre as escolhas individuais do consumidor pode desviar a atenção de problemas estruturais, como os padrões de produção adotados pelas grandes indústrias.
Segundo o texto, a crítica ao consumo consciente mencionada no último período consiste em afirmar que essa proposta:
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Gabarito: C) transfere para o indivíduo responsabilidades que seriam das indústrias
O texto diz que, para os críticos, concentrar a mudança 'exclusivamente sobre as escolhas individuais do consumidor pode desviar a atenção de problemas estruturais' ligados à produção industrial — ou seja, a crítica é que se cobra demais do indivíduo e de menos das indústrias. As demais alternativas atribuem à crítica ideias que o texto não menciona ou contraria diretamente, como a inviabilidade total do consumo consciente.
Questão 5Difícil
É comum ouvir que 'está errado falar assim' quando alguém emprega uma construção linguística distante da norma-padrão ensinada na escola. Do ponto de vista da linguística, no entanto, toda variedade linguística usada de forma sistemática por uma comunidade de falantes possui gramática própria e coerente internamente — não se trata de ausência de regras, mas de regras diferentes daquelas da norma-padrão. Isso não significa que o ensino da norma-padrão seja dispensável: dominar essa variedade amplia as possibilidades de participação em contextos sociais que a exigem, como certos ambientes profissionais e acadêmicos. O problema não está em ensinar a norma-padrão, mas em tratar as demais variedades como formas 'erradas' ou 'inferiores' de falar.
O texto sustenta que classificar variedades linguísticas distintas da norma-padrão como 'erradas' é problemático porque:
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Gabarito: C) essas variedades também possuem regras próprias e coerentes, não sendo desprovidas de gramática
O texto afirma que toda variedade usada sistematicamente 'possui gramática própria e coerente internamente', o que fundamenta a crítica a chamá-las de 'erradas': elas não são caóticas, apenas seguem regras diferentes da norma-padrão. O texto ainda deixa claro que não defende abandonar o ensino da norma-padrão (o que elimina a alternativa A), apenas rejeita hierarquizar as variedades como superiores ou inferiores.