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ENEM 2024 · 1º dia

ENEM 2024: Linguagens resolvida

As 50 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do ENEM 2024 (1º dia, caderno Amarelo, questões 1 a 45, sendo as de 1 a 5 em Inglês ou Espanhol), com gabarito oficial e comentário nas 10 primeiras. Toque numa alternativa para conferir na hora.

50questões
Inglês e Espanhollíngua estrangeira
1ºdia de prova
Questões das provas oficiais do ENEM, aplicadas pelo INEP. O gabarito é o oficial; os comentários são do Benshuu. O Benshuu não tem vínculo com o INEP.
ENEM 2024Linguagens
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Questão 1 · InglêsFácil

Disponível em: www.hongkiat.com. Acesso em: 18 ago. 2017 (adaptado). A imagem simula uma janela de exclusão de arquivos de computador, na qual os ícones apagados representam elementos da natureza (planeta, árvore, galhos, graveto) em processo de progressiva destruição, com uma barra de progresso e informações como tempo restante e taxa de remoção. O texto estabelece uma relação entre elementos da natureza e comandos de um programa de computador para

Captura de tela de uma janela de sistema operacional simulando a exclusão de arquivos, intitulada '70% Deleted'. Os ícones apagados, da esquerda para a direita, mostram o planeta Terra, uma árvore frondosa, um galho com folhas, um galho fino com poucas folhas e um graveto seco, sugerindo a progressiva destruição da natureza. Abaixo, uma barra de progresso e os campos 'Estimated time left: 2 decades (713KB Million items removed)', 'Removed by: World:\Users\.....' e 'Remove rate: 1000/Sec'.
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Gabarito: A) alertar as pessoas sobre a rápida destruição da natureza.

A sequência de ícones (árvore completa → galhos cada vez mais escassos) simulando uma 'exclusão de arquivos' com taxa de remoção altíssima ('1000/Sec') é uma metáfora visual do desmatamento acelerado, funcionando como alerta sobre a rápida destruição da natureza.

Questão 2 · InglêsMédio

Holy War Oh, so we can hate each other and fear each other We can build these walls between each other Baby, blow by blow and brick by brick Keep yourself locked in, yourself locked in […] Oh, maybe we should love somebody Oh, maybe we could care a little more So maybe we should love somebody Instead of polishing the bombs of holy war KEYS, A. Here. Estados Unidos: RCA Records, 2016. Nessa letra de canção, que aborda um contexto de ódio e intolerância, o marcador "instead of" introduz a ideia de

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Gabarito: A) mudança de comportamento.

"Instead of" ("em vez de") introduz uma alternativa ao comportamento anterior: em vez de polir as bombas da guerra santa, propõe-se amar mais — ou seja, sinaliza uma mudança de comportamento, de ódio para amor/cuidado.

Questão 3 · InglêsMédio

QUOTES "Out of clutter, find simplicity. From discord, find harmony. In the middle of difficulty lies opportunity." – Albert Einstein Disponível em: www.thumbpress.com. Acesso em: 28 out. 2013. "Some people feel the rain, others just get wet." – Bob Marley A relação entre as citações atribuídas ao físico Albert Einstein e ao cantor e compositor Bob Marley reside na crença de que é necessário

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Gabarito: C) tirar proveito de situações que podem ser adversas.

Einstein afirma que na dificuldade reside a oportunidade, e Marley sugere que algumas pessoas sabem "sentir a chuva" (aproveitá-la) enquanto outras só se molham: ambas as citações valorizam extrair algo positivo de situações adversas.

Questão 4 · InglêsFácil

March 9th, 1981 Ms. Walker, While your piece "The Color Purple" presents a compelling and thoroughly moving narrative, we were bothered by your decision to end every sentence with an exclamation point. As a reader, this was extremely jarring. I am afraid, for this reason, we are forced to make the difficult decision to pass on your manuscript. Best of luck. Stephanie Allen-Nichols Disponível em: www.clickhole.com. Acesso em: 26 out. 2015. A carta da editora Stephanie Allen-Nichols à escritora Alice Walker tem o propósito de

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Gabarito: E) comunicar a recusa da publicação de seu romance.

A editora afirma que decidiu "pass on your manuscript" (recusar o manuscrito) por causa do uso excessivo de pontos de exclamação — a carta comunica, portanto, a recusa da publicação da obra.

Questão 5 · InglêsMédio

I remember being caught speaking Spanish at recess [...] I remember being sent to the corner of the classroom for "talking back" to the Anglo teacher when all I was trying to do was tell her how to pronounce my name. "If you want to be American, speak 'American'. If you don't like it, go back to Mexico where you belong". "I want you to speak English [...]", my mother would say, mortified that I spoke English like a Mexican. At Pan American University, I and all Chicano students were required to take two speech classes. Their purpose: to get rid of our accents. ANZALDÚA, G. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987. O problema abordado nesse texto sobre imigrantes residentes nos Estados Unidos diz respeito aos prejuízos gerados pelo(a)

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Gabarito: A) repúdio ao sotaque espanhol no uso do inglês.

A narradora relata ser punida por falar espanhol e obrigada a eliminar o sotaque mexicano do inglês ("to get rid of our accents"), evidenciando o repúdio/preconceito contra o sotaque espanhol ao falar inglês.

Questão 1 · EspanholDifícil

Celerina Patricia Sánchez Santiago comentó que su acercamiento a la poesía fue por la escuela, con libros de texto en español. Descubrió el gusto por las letras pero notó que no había textos en la suya, así que, contra muchos comentarios negativos que recibió en ese momento, decidió emprender el camino de la escritura pero en mixteco. "Fue un proceso de años para notar que en mi lengua podía escribir poesía, porque me decían que mi lengua era tan pobre que no podía tener conceptos abstractos, era un reto pero yo sabía que sí era posible". Este proceso no sólo le ayudó a vivir la poesía en mixteco, sino a "ir descubriendo mi propia historia y la de mi pueblo". Comentó que las lenguas habladas en el territorio nacional se encuentran en gran desventaja con el español. "El reconocimiento a la diversidad no se ha hecho y ha sido tratada de borrar. Este es un país de 68 lenguas y somos monolingües del español. Antes había nulo reconocimiento de ser bilingüe, negabas que hablabas tu lengua, hasta le decían dialecto. Era parte del proceso fatal que nos llevó a no reconocernos en un país multilingüe. ¿Si tenemos varias lenguas por qué no aprenden?". Disponible en: www.fapcom.edu.br. Acceso en: 20 nov. 2021. En su escrita poética, la poetisa mexicana Celerina Patricia Sánchez Santiago asume el desafío de

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Gabarito: D) representar la pluralidad lingüística de su país.

A poetisa escreve em mixteco para provar que sua língua é capaz de expressar conceitos abstratos e para denunciar a desvantagem das línguas indígenas frente ao espanhol num país de "68 lenguas", assumindo assim o desafio de representar a pluralidade linguística do México.

Questão 2 · EspanholMédio

"Y si llueve, que llueva" es un refrán gallego. Para mí cobró sentido una noche de febrero, cuando vivía en el barrio de la Macarena de Sevilla con dos buenos amigos, gallegos también. Mi compañero y yo nos decidimos a salir ese sábado de noche, pese a que había estado lloviendo algunas horas a lo largo del día. La idea era una locura, al parecer. Le propusimos salir "de parranda" con nosotros a una amiga andaluza, ésta respondió que no, nos dijo que no iba a salir un día de lluvia. Flipamos. Comentamos entre nosotros que si los gallegos no saliésemos de casa cuando llueve, en invierno saldríamos poco. Habríamos inventado el confinamiento hace mucho. Los gallegos no dejamos de salir por la lluvia. Disponible en: https://politicahora.es. Acceso en: 26 oct. 2021. El comportamiento de los personajes narrado en el texto destaca o(a)

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Gabarito: D) diferencia cultural entre gallegos y andaluces.

O texto contrasta o costume galego de sair mesmo com chuva com a recusa da amiga andaluza de sair num dia chuvoso, evidenciando uma diferença cultural entre os dois grupos regionais espanhóis.

Questão 3 · EspanholMédio

Morir muy vivos No todo es perder, es cierto. Si te esfuerzas mucho y bien, porque no viene de fábrica, ganas conocimiento del mundo y de ti mismo, empatía, sosiego y, en suma, algo que podríamos denominar sabiduría. Pero creo que para ello hay que mantenerse alerta y no darse nunca por vencido. Pero también es un tiempo para saldar cuentas. No creo que haya de dejarse llevar por el peso de los días como un leño podrido al que las olas arrojan finalmente a la playa. Uno siempre puede intentar sacarse alguna de las piedras que lleva a la espalda, decir las cosas que nunca se atrevió a decir, cumplir en la medida de lo posible los deseos arrumbados, rescatar algún sueño que quedó en la cuneta. No rendirse, esa es la clave. Y sobre todo decirse: ¿y por qué no? Porque la vejez no está reñida con la audacia. Debemos aspirar a morir muy vivos. MONTERO, R. Disponible en: https://elpais.com. Acceso en: 4 dic. 2017. Nesse texto, ao utilizar a expressão "morir muy vivos", a escritora Rosa Montero evidencia a importância de se

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Gabarito: D) desfrutar de todas as fases da vida.

A autora defende manter-se ativo, corajoso e disposto a realizar sonhos adiados até a velhice ("la vejez no está reñida con la audacia"), ou seja, aproveitar plenamente todas as fases da vida.

Questão 4 · EspanholMédio

Los últimos días del sitio de Tenochtitlán Y todo esto pasó con nosotros. Nosotros lo vimos, nosotros lo admiramos. Con esta lamentosa y triste suerte nos vimos angustiados. En los caminos yacen dardos rotos, los cabellos están esparcidos. Destechadas están las casas, enrojecidos tienen sus muros. Gusanos pululan por calles y plazas, y en las paredes están salpicados los sesos. Rojas están las aguas, están como teñidas, y cuando la bebimos, es como si bebiéramos agua de salitre. Manuscrito anónimo de Tlatelolco, 1528. Disponible en: www.biblioweb.tic.unam.mx. Acceso en: 13 oct. 2021 (fragmento). Nesse poema, o eu lírico representa a voz de um sobrevivente asteca que testemunhou a

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Gabarito: A) destruição da capital do Império Asteca pelos colonizadores espanhóis.

As imagens de casas destelhadas, ruas cobertas de vermes, sangue nas águas e mortos são descrições do saque de Tenochtitlán (1521), retratando a destruição da capital asteca pelos colonizadores espanhóis.

Questão 5 · EspanholDifícil

El vírus de la cancelación ¿De qué se trata este fenómeno? Se entiende por cultura de la cancelación a una práctica popular que consiste en "quitarle apoyo" especialmente a figuras públicas y compañías multinacionales después de que hayan hecho o dicho algo considerado objetable u ofensivo. Cuando alguien o algo está cancelado se descarta, se deja de ver, se deja de escuchar, se desclasifica, se aísla, se abandona, se niega, o se deja de consumir hasta que eventualmente puede o no desaparecer. Es una estrategia muy extendida en la historia de las luchas anticoloniales, antiespecistas, sexodisidentes, feministas y, especialmente en nuestro país, también llevadas adelante por el movimiento de derechos humanos. Entonces, ¿dónde radica el problema? Se puede observar positivamente que hay un proceso cada vez más agudo de socialización de herramientas críticas para desmantelar formas de desigualdad incrustadas en los lazos sociales. Pero la popularización irrestricta y el uso amplificado de esta herramienta por fuera de sus contextos colectivos de emergencia han despertado efectos adversos en una sociedad atravesada por las pantallas como formas de encierro-consumo, la representación online como única esfera pública y un imperativo felicista cuya moral nos obliga a trabajar ansiosamente para una vida sin desacuerdos, sin errores y sin dolor, a como dé lugar. Disponible en: www.revistaanfibia.com. Acceso en: 7 oct. 2021 (adaptado). Na argumentação apresentada sobre cultura do cancelamento, esse texto objetiva

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Gabarito: C) criticar o impacto dessa cultura sobre a vida representada nas redes.

O texto reconhece um lado positivo da cultura do cancelamento, mas centra-se em apontar seus "efectos adversos" quando praticada sem limites, sobretudo a pressão por uma vida sem erros nas redes — uma crítica ao impacto dessa cultura sobre a vida representada online.

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Questão 6Médio

O festival folclórico de Parintins, no Amazonas, anunciou que o Boi Caprichoso levou, em 2018, seu 23º título — contra 31 do adversário Boi Garantido. Desde o fim do evento que não paro de cantar duas músicas que aprendi no Bumbódromo (arena onde ocorre o espetáculo). Revezo entre "meu amor, eu sou feliz, ééé azul e o meu país", obviamente do boi azul, o Caprichoso; e "vermelho o curral, a ideologia avermelhou", do boi vermelho, o Garantido. Esse revezamento seria proibido em Parintins, cidade tão dividida entre as torcidas dos bois. Em Parintins, você tem de ter um lado. Há aqueles que tentam fugir e dizem que são "garanchoso", com os quais me identifiquei, mas esses são vistos com certo desdém. DYNIEWICZ, L. Disponível em: https://viagem.estadao.com.br. Acesso em: 22 nov. 2018 (adaptado). A apropriação de elementos como rivalidade, competitividade, torcida e gritos de guerra pelo festival de Parintins evidencia a

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Gabarito: D) aproximação da manifestação folclórica com o esporte.

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Questão 7Fácil

O Brasil somou cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama até o final de 2019, número que corresponde a 25% de todos os diagnósticos da condição registrados no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Apesar de o Outubro Rosa ser o mês de conscientização sobre a questão voltada para as mulheres, é muito importante lembrar que um dos grandes mitos da medicina é o de que o câncer de mama não afeta o sexo masculino. Fatores importantes para detectar o câncer de mama masculino: 1. Genética: se houver casos na família, as chances são um pouco mais elevadas. 2. Hormônios: homens podem desenvolver tecido real das glândulas mamárias por tomarem certos medicamentos ou apresentarem níveis hormonais anormais. 3. Caroços: é necessário que os médicos se atentem a alguns sintomas suspeitos, como um caroço na área do tórax. 4. Retração na pele: em situações mais graves do câncer de mama masculino, é possível também ocorrer uma retração do mamilo. Disponível em: https://pebmed.com.br. Acesso em: 24 nov. 2021 (adaptado). As informações dessa reportagem auxiliam no combate ao câncer de mama masculino por apresentarem um alerta sobre o(s)

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Gabarito: A) sinais indicadores da doença.

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Questão 8Médio

Feijoada à minha moda (fragmento) Amiga Helena Sangirardi Conforme um dia prometi Onde, confesso que esqueci E embora — perdoe — tão tarde (Melhor do que nunca!) este poeta Segundo manda a boa ética Envia-lhe a receita (poética) De sua feijoada completa. [...] De carne-seca suculenta Gordos paios, nédio toicinho (Nunca orelhas de bacorinho Que a tornam em excesso opulenta!) [...] Dever cumprido. Nunca é vã A palavra de um poeta... — jamais! Abraça-o, em Brillat-Savarin, O seu Vinicius de Moraes. MORAES, V. In: CÍCERO, A.; QUEIROZ, E. (Org.). Vinicius de Moraes: nova antologia poética. São Paulo: Cia. das Letras, 2005 (fragmento). Apesar de haver marcas formais de carta e receita, a característica que define esse texto como poema é o(a)

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Gabarito: D) utilização de uma linguagem expressiva.

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Questão 9Fácil

Expressões e termos utilizados no Amazonas são retratados em livro e em camisetas "Na linguagem, podemos nos ver da forma mais verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar no mundo", afirmou o doutor em linguística e professor da Ufam em seu livro Amazonês: expressões e termos usados no Amazonas. Portanto, o amazonense, com todas as suas "cunhantãs" e "curumins", acaba por encontrar um lugar no mundo e formar uma unidade linguística, informalmente denominada de português "caboco", que muito se diferencia do português "mineiro", "gaúcho", "carioca" e de tantos outros espalhados pelo Brasil. O livro, que conta com cerca de 1100 expressões e termos típicos do falar amazonense, levou dez anos para ser construído. Para o autor, o principal objetivo da obra é registrar a linguagem. Um designer amazonense também acha o amazonês "xibata", tão que se criou uma série de camisetas estampadas com o nome de Caboquês Ilustrado, que mistura o bom humor com as expressões típicas da região. A coleção conta com sete modelos já lançados, entre eles: Leseira Baré, Xibata no Balde e Até o Tucupi, e 43 ainda na fila de espera. Para o criador, as camisas têm como objetivo "resgatar orgulho do povo manauara, do povo do Norte". Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado). A reportagem apresenta duas iniciativas: o livro Amazonês e as camisetas do Caboquês Ilustrado. Com temática em comum, essas iniciativas

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Gabarito: E) valorizam o repertório linguístico do povo do Amazonas.

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Questão 10Fácil

Conheça histórias de atletas paralímpicas que trocaram de modalidade durante a carreira esportiva Jane Karla: a goiana de 45 anos teve poliomielite aos três anos, o que prejudicou seus movimentos das pernas. Em 2003, iniciou no tênis de mesa e conseguiu conquistar títulos nacionais e internacionais. Mas conheceu o tiro com arco e, em 2015, optou por se dedicar somente à nova modalidade. Em seu ano de estreia no tiro, já faturou a medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015. Elizabeth Gomes: a santista de 55 anos era jogadora de vôlei quando foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1993. Ingressou no Movimento Paralímpico pelo basquete em cadeira de rodas até experimentar o atletismo. Chegou a praticar as duas modalidades simultaneamente até optar pelas provas de campo em 2010. No Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em Dubai, em 2019, Beth se sagrou campeã do lançamento de disco e estabeleceu um novo recorde mundial da classe F52. Silvana Fernandes: a paraibana de 21 anos é natural de São Bento e nasceu com malformação no braço direito. Aos 15 anos, começou a praticar atletismo no lançamento de dardo. Em 2018, enquanto competia na regional Norte-Nordeste, foi convidada para conhecer o parateque kwon do. No ano seguinte, migrou para a modalidade e já faturou o ouro na categoria até 58 kg nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. Disponível em: https://cpb.org.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado). Esse conjunto de minibiografias tem como propósito

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Gabarito: C) destacar a trajetória profissional de atletas paralímpicas brasileiras.

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Questão 11Médio

É fundamentalmente no Minho, norte de Portugal, que o cavaquinho aparece como instrumento tipicamente popular, ligado às formas essenciais da música característica dessa província. O cavaquinho minhoto tem escala rasa e de tampo, o que facilita a prática do "rasqueado". O cavaquinho chega ao Brasil diretamente de Portugal, e o modelo brasileiro é maior do que a sua versão portuguesa, com uma caixa de ressonância mais funda. Semelhante ao cavaquinho minhoto, o machete, ou machetinho madeirense, é um pequeno cordófono de corda dedilhada, que faz parte da grande e diversificada família das violas de mão portuguesas. O ukulele tem a sua origem no século XIX, tendo como ancestrais o braguinha (ou machete) e o rajão, instrumentos levados pelos madeirenses quando eles emigraram para o Havaí. OLIVEIRA, E. V. Cavaquinhos e família. Disponível em: https://casadaguitarra.pt. Acesso em: 18 nov. 2021 (adaptado). O conjunto dessas práticas musicais demonstra que os instrumentos mencionados no texto

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Gabarito: B) adaptam suas características a cada cultura, assumindo nova identidade.

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Questão 12Médio

Marília acorda (fragmento) Tomo café em golinhos para não queimar meus lábios ressequidos. Como pão em pedacinhos para não engasgar com um farelo mais duro. Marília come também, mas olha o tempo todo para baixo. Parece que tem um acanhamento novo entre a gente. Termino. Olho mais uma vez pela janela. O dia está bom. Quero caminhar pelo pátio. Marília levanta, pega o andador e põe ao lado da cama. Ela sabe que eu quero levantar sozinha, e levanto. O lance de escadas, apesar de pequeno, ainda me causa problemas, mas nunca um elevador na casa e não vou tolerar descer uma rampa de cadeira de rodas. Marília abre a porta e saímos para a manhã. O dia está mais fresco do que eu imaginava. Ela pega uma manta de tricô que temos desde não sei quando e põe sobre as minhas costas. Ela aperta meus ombros com muita força, porque mesmo depois de todos esses anos, não descobriu a medida certa do carinho. Eu gosto. Porque entendo que naquele ato, naquela força está o nosso carinho. POLESSO, N. B. Amora. Porto Alegre: Não Editora, 2015. Nesse trecho, o drama do declínio físico da narradora transmite uma sensibilidade lírica centrada na

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Gabarito: B) atmosfera de afeto fortalecido pelo convívio.

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Questão 13Médio

Disponível em: https://defesacivil.rs.gov.br. Acesso em: 11 mar. 2024 (adaptado). Nesse cartaz, a expressão "Vou deixar que você se vá", em conjunto com os elementos não verbais utilizados, tem a finalidade de

Cartaz da 'Campanha do Agasalho': uma mulher sorridente segura uma blusa de moletom laranja com os dizeres 'Vou deixar que você se vá'. Ao lado, o texto 'Deixe suas roupas aquecerem quem mais precisa' e o título 'CAMPANHA DO AGASALHO', seguido de 'Doe roupas, calçados e cobertores em bom estado. Sua doação ajuda muita gente.'
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Gabarito: D) relacionar o gesto de doação à ideia de desapego.

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Questão 14Médio

Teclado amazônico Em novembro de 2023, uma professora indígena recebeu uma missão: verter as regras de um jogo de tabuleiro infantil do português para o tukano, sua língua nativa. Com vinte anos de experiência como professora de línguas em Taracuá, no Amazonas, ela já se dedicava à tradução havia tempos. O trabalho ficou mais fácil graças a um aplicativo lançado no ano anterior: com o Linklado em seu computador, ela traduziu as sete páginas das instruções do jogo em dois dias. Sem esse recurso, diz a professora, a tarefa seria bem mais trabalhosa. Antes dele, as transcrições de línguas indígenas exigiam o esforço quase manual de produzir diacríticos (acentos gráficos) e letras que não constam no teclado de aplicativos de mensagens ou programas de texto. Para a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), idealizadora do aplicativo, o Linklado representa uma revolução. O programa não restringe combinações de acentos, e isso poderá facilitar a criação de representações gráficas para fonemas que ainda não têm forma escrita. "Eu mirei em uma dor e atingimos várias outras", diz. "O Linklado possibilita que o Brasil reconheça a sua diversidade linguística", afirma uma antropóloga que é colega da pesquisadora no Inpa e faz parte da equipe do aplicativo. Ela defende que escrever na língua materna é uma das principais formas de preservá-la. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 fev. 2024 (adaptado). De acordo com esse texto, o aplicativo Linklado contribuiu para a

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Gabarito: B) democratização do registro escrito de línguas dos povos originários.

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Questão 15Médio

TEXTO I A fotografia de Regina Valkenborgh apresenta 2953 arcos de luz cruzando o céu e registra o nascer e o pôr do sol ao longo de oito anos. Em 2012, essa estudante da Universidade de Hertfordshire colocou uma folha de papel fotográfico numa lata com um pequeno orifício, criando assim uma câmera pinhole de baixa tecnologia. Porém, a lata foi esquecida num telescópio no observatório da universidade. Esse projeto esquecido acabou revelando a foto do pôr do sol de maior exposição já tirada. SANTOS, A. Disponível em: https://socientifica.com.br. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado). TEXTO II — Representação de 2953 arcos de luz cruzando o céu, registrando o nascer e o pôr do sol ao longo de oito anos: fotografia em preto e branco mostrando múltiplos arcos concêntricos de trajetórias solares acima de uma paisagem escura. VALKENBORGH, R. Fotografia. Reino Unido: Universidade Hertfordshire (2012-2020). O experimento realizado por Regina Valkenborgh resultou no entendimento de que a

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Gabarito: E) produção artística pode ser resultado do acaso.

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Questão 16Médio

Os Jogos Olímpicos já não são mais os mesmos. E isso não é nem uma crítica, nem um elogio. É uma constatação. Esse movimento começou com o vôlei de praia tornando-se esporte olímpico em 1996, passou pela chegada do BMX Racing como primeiro "radical" a entrar no programa em 2008, e agora atinge o seu momento mais insólito com a inclusão do break dance como modalidade dos Jogos de Paris, em 2024. Para os mais tradicionalistas, o cruzamento da linha que delimitava o que é esporte e o que é cultura e arte é uma afronta ao espírito dos Jogos Olímpicos. Skate e surfe, que há anos têm competições nos mundos, pareciam estar na divisa entre esses dois mundos, o limite do aceitável pelos puristas. O break dance estaria do lado de "lá" dessa fronteira. Para o Comitê Olímpico Internacional, a decisão faz parte de uma estratégia de se comunicar com jovens urbanos que se exercitam e se entretêm de uma maneira muito diferente da dos seus avós. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 19 nov. 2021 (adaptado). A mudança no programa olímpico mencionada no texto mostra que o esporte está se

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Gabarito: E) adaptando às demandas do seu tempo.

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Questão 17Médio

Memes e fake news: o impacto na educação das crianças Há quem diga que o Brasil nunca mais foi o mesmo depois dos memes. Na economia da velocidade, alguns apostam no humor, outros no engajamento político, e tem gente investindo alto na mentira também. Diante desse cenário, uma pergunta se torna essencial: será que todo mundo está traduzindo as mensagens postadas, curtidas e compartilhadas? Essa dúvida incentivou uma professora de língua portuguesa a desenvolver uma proposta de leitura e análise crítica de memes com estudantes do ensino fundamental, na rede pública do Distrito Federal, na cidade de Samambaia. "Percebi que muitos alunos e pais estavam divulgando conteúdos sem saber o que havia por trás das palavras", relata a professora. "O que antes era engraçado para os alunos passou a ser visto com outros olhos", afirma a professora. Para ela, que utilizou a representação da criança em memes de WhatsApp como material gerador das discussões em sala de aula, aguçar o olhar sobre essas mensagens impacta diretamente a atitude de postar, curtir e compartilhar conteúdos ao estimular o uso consciente da informação que circula nas plataformas de mídia social. Letramento político e midiático é um desafio intergeracional. Em tempos de notícias falsas, de imagens manipuladas e de memes sendo usados como triunfo da verdade de cada um, checagem de informação e interpretação de texto acabam se tornando moedas valiosas. Disponível em: https://lunetas.com.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado). Ao abordar a relação dos memes com a educação, a reportagem sustenta uma crítica à

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Gabarito: B) divulgação de informação manipulada em postagens virtuais.

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Questão 18Médio

— Eu lhe juro, Aurélia. Estes lábios nunca tocaram a face de outra mulher, que não fosse minha mãe. Meu primeiro beijo de amor, guardei-o para minha esposa, para ti... [...] — Ou de outra mais rica! — disse ela, retraindo-se para fugir ao beijo do marido, e afastando-o com a ponta dos dedos. A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço. — Aurélia! Que significa isto? — Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido. — Vendido! — exclamou Seixas ferido dentro d'alma. — Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento. ALENCAR, J. Senhora. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 2003. Ao tematizar o casamento, esse fragmento reproduz uma concepção de literatura romântica evidenciada na

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Gabarito: D) interferência da riqueza sobre o amor.

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Questão 19Médio

TEXTO I: Anônimo. Cabeça de uma figura feminina. Circa 2700-2500 a.C. Escultura em mármore, 8 × 3,2 cm. Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque. TEXTO II: MODIGLIANI, A. Cabeça de mulher. Circa 1910-1911. Escultura em calcário, 68,3 × 15,9 × 24,1 cm. National Gallery of Art, Washington. WOLKOFF, J. These 5,000-Year-Old Sculptures Look Shockingly Similar to Modern Art. Disponível em: www.artsy.net. Acesso em: 19 jun. 2019. A leitura comparativa das duas esculturas, separadas por mais de 2500 anos, indica a

Duas esculturas de cabeças humanas lado a lado: à esquerda, 'Cabeça de uma figura feminina', escultura em mármore anônima de cerca de 2700-2500 a.C., com traços minimalistas — rosto oval liso com linhas simples marcando nariz e olhos; à direita, 'Cabeça de mulher' de Amedeo Modigliani (circa 1910-1911), escultura alongada em calcário com traços igualmente estilizados e simplificados, rosto oval alongado com nariz reto e olhos e boca marcados por linhas mínimas. As duas esculturas, de períodos muito distantes, apresentam semelhança estética notável na simplificação geométrica dos traços faciais.
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Gabarito: D) persistência de padrões estéticos em diferentes épocas e culturas.

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Questão 20Difícil

TEXTO I A linguagem visual dos adornos transmite informações sobre prestígio e transgressão, direito e dever, pois só é permitido ao indivíduo o uso de adornos de sua linhagem. Quando diretamente vinculadas aos conceitos cosmológicos, as artes indígenas convertem-se antes em prismas que refletem as concepções acerca da composição do universo e dos componentes que o povoam. AGUILAR, N. (Org.); DIAS, J. A. B. F.; VELTHEN, L. H. V. Mostra do redescobrimento: artes indígenas. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo-Associação Brasil 500 anos, 2000 (adaptado). TEXTO II — Diadema (etnia Kayapó), confeccionado com penas coloridas (azul, verde, amarelo, laranja) dispostas radialmente sobre uma base circular, com longas franjas brancas. Estados do Mato Grosso e Pará. Museu de Arte Indígena, s.d. Pela leitura desses textos, infere-se que a compreensão da arte plumária indígena requer a consideração da

Diadema (cocar) da etnia Kayapó, confeccionado com penas coloridas dispostas radialmente sobre uma base circular — predominam tons de azul, verde, amarelo e laranja, com uma pluma vermelha central e longas franjas brancas na base. Peça fotografada sobre fundo preto, pertencente ao Museu de Arte Indígena.
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Gabarito: E) indissociabilidade entre objetos ritualísticos e os papéis dos indivíduos na comunidade.

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Questão 21Difícil

TEXTO I — Capítulo 4, versículo 3 Minha palavra vale um tiro, eu tenho muita munição Na queda ou na ascensão, minha atitude vai além E tenho disposição pro mal e pro bem Talvez eu seja um sádico ou um anjo, um mágico Ou juiz, ou réu, o bandido do céu Malandro ou otário, quase quanguinário Franco atirador se for necessário Revolucionário, insano, ou marginal Antigo e moderno, imortal Fronteira do céu com o inferno Astral imprevisível, como um ataque cardíaco do verso. RACIONAIS MCs. Sobrevivendo ao inferno. São Paulo: Cosa Nostra, 1997 (fragmento). TEXTO II Pode-se dizer que as várias experiências narradas nos discos do Racionais tratam no fundo de um só tema: a violência que estrutura a nossa sociedade. O grupo canta a violência que estrutura as relações entre familiares, os amigos, o homem e a mulher, o traficante e o viciado. Canta a violência do crime. A violência causada por inveja ou por vaidade. Também canta que a relação entre as classes sociais é sempre violenta: o racismo, a miséria, os baixos salários, a concentração de renda, a esmola, a publicidade, o alcoolismo, o jornalismo, o poder policial, a justiça, o sistema penitenciário, o governo existem por meio da violência. GARCIA, W. Ouvindo Racionais MCs. Teresa: revista de literatura brasileira, n. 5, 2004 (adaptado). Na letra da canção, a tematização da violência mencionada no Texto II manifesta-se

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Gabarito: C) como procedimento metalinguístico, que concebe a palavra como uma forma de combate e insubordinação.

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Questão 22Médio

Se você é feito de música, este texto é pra você Às vezes, no silêncio da noite, eu fico imaginando: que graça teria a vida sem música? Sem ela não há paz, não há beleza. Nos dias de festa e nas madrugadas de pranto, nas trilhas dos filmes e nas corridas no parque, o que seria de nós sem as canções que enfeitam o cotidiano com ritmo e verso? Quem nunca curou uma dor de cotovelo dançando lambada ou terminou de se afundar ouvindo sertanejo sofrência? Quantos já criticaram funk e fecharam a noite descendo até o chão? Tudo bem... Raul nos ensinou que é preferível ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Já somos castigados com o peso das tragédias, o barulho das buzinas, os ruídos dos conflitos. É paz, é pedra, é o fim do caminho. Há uma nuvem de lágrimas sobre os olhos, você está na lanterna dos afogados, o coração despedaçado. Mas, como um sopro, da janela do vizinho, entra o samba que reanima a mente. Floresce do fundo do nosso quintal a batida que ressuscita o ânimo, sintoniza a alegria e equaliza o fôlego. Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima. BITTAR, L. Disponível em: www.revistabula.com. Acesso em: 21 nov. 2021 (adaptado). Defendendo a importância da música para o bem-estar e o equilíbrio emocional das pessoas, a autora usa, como recurso persuasivo, a

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Gabarito: C) intertextualidade, ao resgatar versos de letras de canções.

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Questão 23Médio

pessoas com suas malas mochilas e valises chegam e se vão se encontram se despedem e se despem de seus pertences como se pudessem chegar a algum lugar onde elas mesmas não estivessem RUIZ, A. In: SANT'ANNA, A. Rua Aribau: coletânea de poemas. Porto Alegre: TAG, 2018. Esse poema, por meio da ideia de deslocamento, metaforiza a tentativa de pessoas

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Gabarito: B) fugirem da própria identidade.

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Questão 24Médio

Falar errado é uma arte, Arnesto! No dia 6 de agosto de 1910, Emma Riccini Rubinato pariu um garoto sapeca em Valinhos e deu a ele o nome de João Rubinato. Na escola, João não passou do terceiro ano. Não era a área dele, tinha de escolher outra. Fez o que apareceu. Foi ser garçom, metalúrgico, até virar radialista, comediante, ator de cinema e TV, cantor e compositor. De samba. Como tinha sobrenome italiano, João resolveu mudar para emplacar seu samba. E como ia mudar o sobrenome, mudou o nome. Virou Adoniran Barbosa. O cara falava errado, voz rouca, pinta de malandro da roça. Virou ícone da música brasileira, o mais paulista de todos, falando errado e irritando Vinicius de Moraes, que ficou de bico fechado depois de ouvir a música que Adoniran fez para a letra Bom dia, tristeza, de autoria de Poetinha. Coisa de arrepiar. Para toda essa gente que implicava, Adoniran tinha uma resposta neoerudita: "Gosto de samba e não foi fácil, pra mim, ser aceito como compositor, porque ninguém queria nada com as minhas letras que falavam 'nóis vai', 'nóis fumo', 'nóis fizemo', 'nóis peguemo'. Acontece que é preciso saber falar errado. Falar errado é uma arte, senão vira deboche". Ele sabia o que fazia. Por isso dizia que falar errado era uma arte. A sua arte. Escolhida a dedo porque casava com seu tipo. O Samba do Arnesto é um monumento à fala errada, assim como Tiro ao Álvaro. O erudito podia resmungar, mas o povo se identificava. PEREIRA, E. Disponível em: www.tribunapr.com.br. Acesso em: 8 jul. 2024 (adaptado). O "falar errado" a que o texto se refere constitui um preconceito em relação ao uso que Adoniran Barbosa fazia da língua em suas composições, pois esse uso

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Gabarito: E) transgredia a norma-padrão vigente à época.

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Questão 25Médio

A Língua da Tabatinga, falada na cidade de Bom Despacho, Minas Gerais, foi por muito tempo estigmatizada devido à sua origem e à própria classe social de seus falantes, pois, segundo uma pesquisadora, era falada por "meninos pobres vindos da Tabatinga ou de Cruz de Monte — ruas da periferia da cidade cujos habitantes sempre foram tidos por marginais". Conhecida por antigos como a "língua dos engraxates", pois muitos trabalhadores desse ofício conversavam nessa língua enquanto lustravam sapatos na praça da matriz, a Língua da Tabatinga era utilizada por negros escravizados como uma espécie de "língua secreta", um código para trocarem informações de como conseguir alimentos, ou para planejar fugas de seus senhores sem risco de serem descobertos por eles. De acordo com um documento do Iphan (2011), os falantes da língua apresentam uma forte consciência de sua relação com a descendência africana e da importância de preservar a "fala que os identifica na região". Essa mudança de compreensão tangencia aspectos de pertencimento, pois, à medida que o falante da Língua da Tabatinga se identifica com a origem afro-brasileira, ele passa a ver essa língua como um legado recebido e tem o cuidado de transmiti-la para outras gerações. A concentração de falantes dessa língua encontra-se na faixa entre 21 e 60 anos de idade. Disponível em: www.historiaeparcerias2019.rj.anpuh.org. Acesso em: 3 fev. 2024 (adaptado). A Língua da Tabatinga tem sido preservada porque o(a)

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Gabarito: D) sentimento de identidade linguística tem se consolidado.

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Questão 26Fácil

Diante do pouco dinheiro para produtos básicos de sobrevivência, são as adolescentes o alvo mais vulnerável à precariedade menstrual. Sofrem dois fatores: o desconhecimento da importância da higiene menstrual para sua saúde e a dependência dos pais ou familiares para a compra do absorvente, que acaba entrando na lista de artigos supérfluos da casa. A falta do absorvente afeta diretamente o desempenho escolar dessas estudantes e, como consequência, restringe o desenvolvimento de seu potencial na vida adulta. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, revelaram que, das meninas entre 10 e 19 anos que deixaram de fazer alguma atividade (estudar, realizar afazeres domésticos, trabalhar ou, até mesmo, brincar) por problemas de saúde nos 14 dias anteriores à data da pesquisa, 2,88% deixaram de fazê-lo por problemas menstruais. Para efeitos de comparação, o índice de meninas que relataram não ter conseguido realizar alguma de suas atividades por gravidez e parto foi menor: 2,55%. Dados da ONU apontam que, no mundo, uma em cada dez meninas falta às aulas durante o período menstrual. No Brasil, esse número é ainda maior: uma entre quatro estudantes já deixou de ir à escola por não ter absorventes. Com isso, perdem, em média, até 45 dias de aula, por ano letivo, como revela o levantamento Impacto da Pobreza Menstrual no Brasil. O ato biológico de menstruar acaba por virar mais um fator de desigualdade de oportunidades entre os gêneros. Disponível em: www12.senado.leg.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado). Esse texto é marcado pela função referencial da linguagem, uma vez que cumpre o propósito de

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Gabarito: D) informar o leitor sobre o impacto da pobreza menstrual na vida das mulheres.

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Questão 27Médio

Maranhenses que moram longe matam a saudade da terra natal usando expressões próprias do estado. Se o maranhês impressiona e desperta a curiosidade de quem mora no próprio Maranhão, imagine de quem vem de outros estados e países? A variedade linguística local é enorme e o modo de falar tão próprio e característico dos maranhenses vem conquistando muita gente e inspirando títulos e muito conteúdo digital com a criação de podcasts, blogs, perfis na internet, além de estampar diversos tipos de produtos e serviços de empresas locais. Com saudades do Maranhão, morando há 16 anos no Rio de Janeiro, um fotógrafo maranhense criou um perfil na internet que compartilha a culinária, brincadeiras e a 'dicionário' maranhês. "A primeira vez que fui a uma padaria no Rio, na inocência, pedi 3 reais de 'pães misturados'. Quando falei isso, as pessoas pararam e me olharam de uma forma bem engraçada, aí já fiquei encabulado, ó' e o atendente sorriu e me explicou que lá não existia pão misturado e, sim, pão francês e suíço. Depois foi a minha vez de explicar sobre os pães 'massa grossa e massa fina'", contou o fotógrafo, com humor. Disponível em: https://oimparcial.com.br. Acesso em: 1 nov. 2021 (adaptado). A vivência relatada no texto linguísticas evidencia que as variedades linguísticas

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Gabarito: C) são constitutivas do português brasileiro.

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Questão 28Difícil

Meu irmão é filho adotivo. Há uma tecnicidade no termo, filho adotivo, que contribui para sua aceitação social. Há uma novidade que por um átimo o absolve das mazelas do passado, que parece limpá-lo de seus sentidos indesejáveis. Digo que meu irmão é filho adotivo e as pessoas tendem a assentir com solenidade, disfarçando qualquer pesar, baixando os olhos como se não sentissem nenhuma ânsia de perguntar nada. Talvez compartilhem da minha inquietude, talvez se esqueçam do assunto no próximo gole ou na próxima garfada. Se a inquietude continua a reverberar em mim, é porque ouço a frase também de maneira parcial — meu irmão é filho — e é difícil aceitar que ela não termine com a verdade tautológica habitual: meu irmão é filho do meus pais. Estou entoando que meu irmão é filho e uma interrogação sempre me salta aos lábios: filho de quem? FUCKS, J. A resistência. São Paulo: Cia. das Letras, 2015. Das reflexões do narrador, apreende-se uma perspectiva que associa a adoção

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Gabarito: A) às representações sociais estigmatizadas da parentalidade.

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Questão 29Difícil

TEXTO I A 13 de fevereiro de 1946, Graciliano Ramos escreve a carta a Cândido Portinari relembrando uma visita que lhe fizera quando tivera a ocasião de apreciar algumas telas da série Retirantes. Diz o escritor alagoano: "Caríssimo Portinari: A sua carta chegou muito atrasada, e receio que esta resposta já não a ache fixando a tela na nossa pobre gente da roça. Não há trabalho mais digno, penso eu. Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações, contudo, as deformações e essa miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram. [...] Dos quadros que você me mostrou quando almocei no Cosme Velho pela última vez, o que mais me comoveu foi aquela mãe com a criança morta. Saí de sua casa com um pensamento horrível: numa sociedade sem classes e sem miséria, seria possível fazer aquilo? Numa vida tranquila e feliz, que espécie de arte surgiria? Chego a pensar que teríamos cromos, anjinhos cor-de-rosa, e isto me horroriza." Graciliano Disponível em: https://graciliano.com.br. Acesso em: 6 fev. 2024 (adaptado). TEXTO II A literatura, o cinema e o teatro vêm se transformando num exercício de lacração: o mal está sempre no outro, os protagonistas são ironmen/women da virtude. A pessoa sai da leitura ou da sessão não com a guarda abaixada, as certezas abaladas, mas próxima da verdade (ou, à falta de uma palavra melhor, da sinceridade): sai com suas certezas reforçadas. A realidade é confusa. Contraditória. Muitas vezes incompreensível. A arte é onde tentamos nos mostrar nus, com todos os nossos defeitos. PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 12 jan. 2024 (adaptado). No que diz respeito à arte, o posicionamento de Antônio Prata, no Texto II, aproxima-se da tese de Graciliano Ramos, no Texto I, uma vez que ambos

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Gabarito: D) afirmam o necessário caráter desestabilizador da arte.

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Questão 30Difícil

Cap. XLVIII / Terpsícore Ao contrário do que ficou dito atrás, Flora não se aborreceu na ilha. Conjeturei mal, emendo-me a tempo. Podia aborrecer-se pelas razões que lá ficam, e ainda outras que poupei ao leitor apressado; mas, em verdade, passou ali bem a noite. A novidade da festa, a vizinhança do mar, os navios perdidos na sombra, a cidade defronte com os seus lampiões de gás, embaixo e em cima, na praia e nos outeiros, eis aí aspectos novos que a encantaram durante aquelas horas rápidas. Não lhe faltavam pares, nem conversação, nem alegria alheia e própria. Toda ela compartia da felicidade dos outros. Via, ouvia, sorria, esquecia-se do resto para se meter consigo. Também invejava a princesa imperial, que viria a ser imperatriz um dia, com o absoluto poder de despedir ministros e damas, visitas e requerentes, e ficar só, no mais recôndito do paço, fartando-se de contemplação ou de música. Era assim que Flora definia o ofício de governar. Todas as ideias passavam e tornavam. De uma vez alguém lhe disse, como para lhe dar força: "Toda alma livre é imperatriz!". ASSIS, M. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1974. Convidada para o último baile do Império, na Ilha Fiscal, localizada no Rio de Janeiro, Flora devaneia sobre aspectos daquele contexto, no qual o narrador ironiza a

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Gabarito: B) alienação da elite em relação ao fim da monarquia.

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Questão 31Fácil

Telemedicina é para todos, mas nem todos estão preparados A telemedicina, nos últimos anos, tem se destacado como uma ferramenta valiosa, proporcionando uma gama de benefícios que vão desde a ampliação do acesso à assistência médica até a otimização dos recursos de todo o ecossistema de saúde. O governo federal propõe a Estratégia de Saúde Digital, um programa destinado à transformação digital da saúde no Brasil. Seu principal objetivo é facilitar a troca de informações entre os diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde, promovendo a interoperabilidade e, assim, possibilitando a transição e a continuidade do cuidado nos setores público e privado. Também está em discussão um projeto de lei que dispõe sobre o prontuário eletrônico unificado do cidadão, o que indica o quanto o tema está em evidência tanto para os gestores públicos quanto para os privados. Contudo, é importante reconhecer que nem todas as pessoas estão igualmente preparadas para aproveitar plenamente os cuidados ofertados pela telemedicina. Um dos principais benefícios do atendimento de saúde a distância é a capacidade de superar barreiras geográficas, proporcionando acesso a serviços médicos, especialmente para pacientes que residem em áreas remotas e/ou carentes de certas especialidades médicas, os chamados "vazios assistenciais". A equidade no acesso é uma questão crítica, uma vez que nem todos têm ao seu alcance dispositivos tecnológicos ou uma conexão à internet que seja confiável, entre outros problemas de infraestrutura. É um desafio tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde, que, em muitos casos, não contam com estrutura para o trabalho remoto nem com letramento digital para desenvolver suas funções. OLIVEIRA, D. Disponível em: www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado). Ao tratar da telemedicina, esse texto ressalta que um dos benefícios dessa tecnologia para a sociedade é o fato de ela

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Gabarito: B) oportunizar o acesso a atendimento médico a pacientes de áreas periféricas.

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Questão 32Médio

Uma definição possível para o conceito de arte afro-brasileira pode ser: produção plástica que é feita por negros, mestiços ou brancos a partir de suas experiências sociais com a cultura negra nacional. Exemplos clássicos dessa abordagem são Carybé (1911-1997), Mestre Didi (1917-2013) e Djanira da Motta e Silva (1914-1979), cujas obras emergem e ganham forma em razão do ambiente social no qual habitaram e viveram. Se Didi era um célebre representante da cultura religiosa nagô baiana e brasileira, iniciado desde o ventre no candomblé, Carybé era argentino e, naturalizado brasileiro, envolveu-se de tal modo com essa religião que alguns dos orixás dos quais conhecemos a imagem visual são produções suas. Disponível em: www.premiopipa.com. Acesso em: 13 nov. 2021 (adaptado). Sob a perspectiva da multiculturalidade e de acordo com o texto, a produção artística afro-brasileira caracteriza-se pelo(a)

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Gabarito: D) relação complexa entre as vivências pessoais dos artistas e os referenciais estéticos de matriz africana.

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Questão 33Médio

Influenciadores negros têm recorrentemente chamado a atenção para o fato de terem muito menos repercussão em suas postagens e nas entregas do seu conteúdo quando comparados com os influenciadores brancos, mesmo se fotos, contextos e anúncios forem extremamente semelhantes. Segundo o site Negrê, a digital influencer e youtuber criadora do projeto digital Preta Pariu iniciou um experimento em uma plataforma. Após perceber uma crescente queda nos índices de alcance digital, a paulista publicou fotografias de modelos brancas em seu perfil e analisou as métricas de engajamento. Surpreendentemente, a ferramenta de estatísticas aferiu um aumento de 6000% em seu alcance. Disponível em: https://diplomatique.org.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado). A apresentação do dado estatístico ao final desse texto revela a intenção de

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Gabarito: E) comprovar a relação entre o alcance de conteúdos digitais e o viés racial.

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Questão 34Médio

Por trás do universo "masculino" das lutas, é cada vez mais notório o aumento da participação de mulheres nessa prática corporal. Algumas situações reforçam esse fenômeno de ocupação em ambientes de lutas: a inclusão de mulheres em combates de artes marciais mistas, ou MMA, a transmissão televisiva de lutas de mulheres e a criação de horários específicos para elas em academias que ensinam lutas. Uma pesquisa científica mostrou menor participação e mobilização das meninas em comparação com os meninos nas aulas de Educação Física. Entre as justificativas discentes para essa situação está o fato de elas relacionarem a luta como uma expressão corporal masculina e, por consequência, não adequada aos interesses femininos. Dessa forma, o ensino de lutas nas aulas de Educação Física é atravessado por tensões relacionadas às questões de gênero e sexualidade, o que, por sua vez, pode favorecer a exclusão do conteúdo próprio da disciplina. SO, M. R.; MARTINS, M.; BETTI, M. As relações das meninas com os saberes das lutas nas aulas de Educação Física. Motrivivência, n. 56, dez. 2018 (adaptado). Segundo o texto, apesar do aumento da participação de mulheres em lutas, a realidade na escola ainda é diferente em razão do(a)

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Gabarito: B) masculinização dessa modalidade.

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Questão 35Médio

Volta e meia recebo cartinhas de fãs, e alguns são bem jovens, contando como meu trabalho com a música mudou a vida deles. Fico no céu lendo essas coisas e me emociono quando escrevem que não são aceitos pelos pais por serem diferentes, e como as minhas músicas são companhia e os libertam nessas horas de solidão. Sinto que é mais complicado ser jovem hoje, já que nunca tivemos essa superpopulação no planeta: haja competitividade, culto à beleza, ter filho ou não, estudar, ralar para arranjar trabalho, ser mal remunerado, ser bombardeado com trocentas informações, lavagens cerebrais... Queria dar beijinhos e carinhos sem ter fim nessa moçada, e dizer a ela que a barra é pesada mesmo, mas que a juventude está a seu favor, de repente, a maré de tempestade muda. Diria também um monte de clichê: que vale a pena estudar mais, pesquisar mais, ler mais. Diria que não é sinal de saúde estar bem-adaptado a uma sociedade doente, que o que é normal para uma aranha é o caos para uma mosca. Meninada, sintam-se beijados pela vovó Rita. RITA LEE. Outra autobiografia. São Paulo: Globo Livros, 2023. Como estratégia para se aproximar de seu leitor, a autora usa uma postura de empatia explicitada em

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Gabarito: C) "Sinto que é mais complicado ser jovem hoje".

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Questão 36Difícil

Data venia Conheci Bentinho e Capitu nos meus curiosos e antigos quinze anos. E os olhos de água da jovem de Matacavalos atraíram-me, seduziram-me ao primeiro contato. Aliados ao seu jeito de ser, flor e mistério. Mas tomou-me também a indignação diante do narrador e seu texto, feito de acusação e vilipêndio. Sem qualquer direito de defesa. Sem acesso ao discurso, usurpado, sutilmente, pela palavra autoritária do marido, algoz, em pele de cordeiro vitimado. Crudelíssimo e desumano: não bastasse o que faz com a mulher, chega a desejar a morte do próprio filho e a festejá-la com um jantar, sem qualquer remorso. No fundo, uma consciência dilacerada, um homem dividido, que busca encontrar-se na memória, e acaba faltando-se a si mesmo. Retomei inúmeras vezes a triste história daquele amor de desencanto. Familiarizei-me, ao longo do tempo, com a crítica do texto; poucos, muito poucos, escapam dos bem traçadas linhas do libelo condenatório; no mínimo concedem à ré o beneplácito da dúvida: convertem-na num enigma indecifrável, seu atributo consagrador. Eis, diante de mais um retorno ao romance, veio a iluminação: por que não dar voz plena àquela mulher, brasileira do século XIX, que, apesar de todas as artimanhas e do maquiavelismo do companheiro, se converte numa das mais fascinantes criaturas do gênio que foi Machado de Assis? A empresa era temerária, mas escrever é sempre um risco. Apoiado no espaço de liberdade em que habita a Literatura, arrisquei-me. O resultado: este livro em que, além de sim título, como Brás Cubas, a dona dos olhos de ressaca assume, à luz do mistério da arte literária e do próprio texto do Dr. Bento Santiago, seu discurso, sua verdade. PROENÇA FILHO, D. Capitu: memórias póstumas. Rio de Janeiro: Atrium, 1998. Para apresentar a apropriação literária que faz da obra de Machado de Assis, o autor desse texto

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Gabarito: E) contextualiza o enredo de forma subjetiva e, na conclusão, explicita o foco narrativo a ser assumido.

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Questão 37Médio

As reações à sétima temporada foram o ápice do último estágio em Game of Thrones. De alguma forma, este vos fala seria capaz de argumentar que a série é perfeita, mas os defeitos que existem aqui sempre existiram, de uma forma ou de outra, durante os sete anos em que ela esteve no ar. Os dois roteiristas foram brilhantes em traduzir os personagens intrincados e conflituosos da obra de George R. R. Martin, mas nunca souberam exatamente como fazer jus a eles (e especialmente a elas, as mulheres do drama). A verdade é que, com tudo isso e mais Ramin Djawadi evocando sentimentos e ambientes improváveis com a trilha sonora magistral, a série não conseguiria ser ruim nem se tentasse, mas continua sendo uma pena que, ao buscar celeridade e tanta sede de final com tanta pressa, Benioff e Weiss tenham tirado sua qualidade mais preciosa: o fôlego, a paciência e o detalhismo que faziam as palavras se levantarem do papel e ganharem vida. Disponível em: https://observatoriodocinema.uol.com.br. Acesso em: 29 nov. 2017 (adaptado). Ainda que faça uma avaliação positiva da série, nessa resenha, o autor aponta aspectos negativos da obra ao utilizar

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Gabarito: B) expressões adversativas para fazer ressalvas às afirmações elogiosas.

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Questão 38Médio

— Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço! Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma! Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? — perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia. RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2009. Nesse fragmento, a discussão entre os personagens traz à cena um debate acerca da escrita que

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Gabarito: D) contrapõe o preciosismo linguístico a situações de coloquialidade.

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Questão 39Médio

VISCONTI, E. Três meninas no jardim. Óleo sobre tela, 81 × 65 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1935. Disponível em: www.eliseuvisconti.com.br. Acesso em: 18 set. 2012. Eliseu D'Angelo Visconti (1866-1944) desenvolveu diversas obras no Brasil, com grande influência das escolas europeias. Em sua pintura Três meninas no jardim, há

Pintura 'Três meninas no jardim' de Eliseu Visconti (óleo sobre tela, 1935): três meninas entre densa vegetação e flores vermelhas e róseas em um jardim, pintadas com pinceladas soltas e vibrantes, luz e cor tratadas de forma difusa e cintilante, criando um efeito de luminosidade e movimento típico do impressionismo.
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Gabarito: C) efeitos fugazes de luz e movimento, que remetem à estética impressionista.

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Questão 40Fácil

Pressão, depressão, estresse e crise de ansiedade. Os males da sociedade contemporânea também estão no esporte. A tenista Naomi Osaka, do Japão, jogadora mais bem paga do mundo e que já ocupou o número 2 do ranking, retirou-se do torneio de Roland Garros de 2021 porque não estava conseguindo administrar as crises de ansiedade provocadas pelos grandes eventos, por ser uma estrela aos 23 anos, e pelo peso de parte da imprensa. O tenista australiano Nick Kyrgios, de 25 anos, revelou sua "situação triste e solitária" enquanto lutava contra a depressão causada pelo ritmo avassalador do Circuito Mundial de Tênis. O jogador de basquete americano Kevin Love também tornou público seu quadro de ansiedade e depressão. O mundo do atleta é solitário e distante da família. O que vemos numa partida não reflete a rotina desgastante. A imprensa denomina atletas como heróis, como se aquele corpo fosse indestrutível, mas a mente é o ponto fraco da história. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 31 out. 2021 (adaptado). As causas do desequilíbrio na saúde mental apontadas no texto estão relacionadas às

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Gabarito: E) pressões constantes dos eventos e da mídia.

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Questão 41Fácil

Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura, mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está mais próximo do ensaio literário do que de um programa de ondas curtas, médias ou longas. Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação, os podcasts são uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado. Depois que eles surgem, lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo sobre bonobos e gorilas. Um táxi por aeroporto e chego ao embarque PhD em reforma tributária. PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 7 jan. 2024 (adaptado). Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast

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Gabarito: C) propicia divulgação de conhecimento para seus usuários.

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Questão 42Médio

Evanildo Bechara prepara a sua aposentadoria de pouco em pouco, como se a adiasse ao máximo. Aos 95 anos, o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) alcançou um status de astro pop no mundo da filologia e da gramática. Quando ainda tinha saúde para viagens mais longas, o filólogo lotava plateias em suas palestras na Europa e no Brasil, que não raro terminavam com filas para selfies. A idade acentuou o lado "cientista" e professoral de Bechara, que adota um tom técnico ao conversar até mesmo diante das suas questões mais pessoais. — "Qual o seu tipo preferido de leitura?". "A minha leitura está dividida em duas partes, a científica e a literária, estabelecendo uma relação de causa e efeito entre elas." — responde. Ainda adolescente, Bechara descobriu a lexicologia. Um "novo mundo" se abriu para o pernambucano, que se mantém atento às metamorfoses do nosso idioma. Seu colega de ABL, o filólogo Ricardo Cavaliere, se lembra de quando deu carona para o mestre e este encucou com os estrangeirismos do aplicativo de navegação instalado no veículo. — "A vozinha do aplicativo avisou que havia um radar de velocidade 'reportado' à frente", lembra Cavaliere. — "Esse 'reportado' é uma importação, né?", notou Bechara. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 3 jan. 2024 (adaptado). Nesse texto, as falas atribuídas a Evanildo Bechara são representativas da variedade linguística

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Gabarito: E) ocupacional, pois ele faz uso de termos específicos de sua área de atuação.

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Questão 43Médio

Um estudo norte-americano analisou os efeitos da pandemia da covid-19 sobre a saúde mental e a manutenção da atividade física, revelando que um fator está diretamente ligado ao outro. De acordo com os dados, famílias de baixa renda foram mais impactadas pelo ciclo vicioso da falta de motivação e pelo sedentarismo. Diante da necessidade de distanciamento social e do início da quarentena, as opções de espaços seguros para exercícios físicos diminuíram, o que dificultou que as pessoas mantivessem seus níveis de atividade. Os dados evidenciaram que as pessoas mais ativas tinham melhor estado de saúde mental. As pessoas com menor renda tiveram mais dificuldade para manter os níveis de atividade física durante a pandemia, sendo aproximadamente duas vezes menos propensas a continuarem no mesmo ritmo de exercícios de antes da pandemia. Habitantes de áreas urbanas mostraram maior probabilidade de não conseguirem manter os níveis de atividade física semelhantes aos das pessoas que vivem em zonas rurais, onde há mais oportunidades de sair para espaços abertos. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com. Acesso em: 6 dez. 2021 (adaptado). O texto evidencia a perspectiva ampliada de saúde ao abordar criticamente a pandemia da covid-19 a partir do(a)

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Gabarito: D) relação entre os determinantes socioeconômicos e a prática de exercícios.

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Questão 44Médio

Até ali que sabia das misérias do mundo? Nada. Aquela noite do Castelo, tão simples, tão monótona, fora uma revelação! Era bem certo que a lágrima existia, que irrompiam soluços de peitos oprimidos, que para alguém os dias não tinham cor nem a noite tinham estrelas! Ela, criada entre beijos, no aroma dos seus jardins, com as vontades satisfeitas, o leito fofo, a mesa delicada, sentira sempre no coração um desejo sem nome, um desejo ou uma saudade absurda, a saudade do céu, como dizia o dr. Gervásio, e que não era mais que a doida aspiração da artista incipiente, que germinava no seu peito fraco. E aquela mesma mágoa parecia-lhe agora doce e embaladora, comparando-se à outra, a Sancha, da sua idade, negra, feia, suja, levada a pontapés, dormindo sem lençóis em uma esteira, comendo em pé, apressada, os restos parcos e frios de duas velhas, vestida de algodões rotos, curvada para um trabalho sem descanso nem paga! Por quê? Que direito teriam uns a todas as primícias e regalos da vida, se havia outros que nem por uma nesga viam a felicidade? ALMEIDA, J. L. A falência. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 28 dez. 2023. Nesse fragmento do romance de Júlia Lopes de Almeida, escrito no cenário brasileiro pós-abolição, a narradora exprime um olhar crítico sobre a

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Gabarito: D) exploração da força de trabalho da população negra.

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Questão 45Médio

Sempre passo nervoso quando leio minha crônica neste jornal e percebo que escapuliu a palavra "coisa" em alguma frase. Acontece que "coisa" está entre as coisas mais deliciosas do mundo. O primeiro banho da minha filha foi embalado pela minha voz dizendo, ao fundo, "cuidado, ela ainda é uma coisinha tão pequena". "Viu só amor? Nunca vi coisa assim". O amor que não dá conta da explicação é "a coisa" em seu esplendor e excelência. "Alguma coisa acontece no meu coração" é a frase mais bonita que alguém já disse sobre São Paulo. E quando Caetano, citado aqui pela terceira vez pra defender a dimensão poética da coisa, diz "coisa linda", nós sabemos que nenhuma palavra definiria de forma mais profunda e literária o quão bela e amada uma coisa pode ser. "Coisar" é verbo de quem está com pressa ou tem lapsos de memória. É pra quando "mexe qualquer coisa dentro doida". E que coisa magnífica poder se expressar tal qual Caetano Veloso. Agora chega, porque este papo já tá qualquer coisa" e eu já tô pra lá de Marrakech". TATI BERNARDI. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 jan. 2024 (adaptado). O recurso utilizado na progressão textual para garantir a unidade temática dessa crônica é a

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Gabarito: C) reiteração, marcada pela repetição de uma determinada palavra e de seus cognatos.

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